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STF vai investigar 8 ministros, 24 senadores e 42 deputados citados em delações

Garotinho e Rosinha são citados na delação da Odebrecht

POSTADO EM 12/04/2017 09:27:00 POR: VNOTÍCIA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin autorizou abertura de investigação contra oito ministros do governo federal, três governadores, 24 senadores e 42 deputados federais. Todos foram citados nos depoimentos de delação premiada de ex-diretores da empreiteira Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato. O ministro Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo Filho também será investigado.


Com a abertura da investigação, os processos devem seguir para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e para a Polícia Federal (PF) para que sejam cumpridas as primeiras diligências contra os citados. Ao longo da investigação, podem ser solicitadas quebras de sigilo telefônico e fiscal, além da oitiva dos próprios acusados.


Veja a lista dos ministros, senadores e deputados que serão investigados.

Ministros


1. Moreira Franco, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República
2 - Bruno Araújo, ministro das Cidades
3 - Aloysio Nunes, ministro das Relações Exteriores
4 - Marcos Antônio Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços
5 - Blairo Maggi, Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
6 - Helder Barbalho, ministro da Integração Nacional
7 - Eliseu Padilha , ministro da Casa Civil Eliseu Padilha
8 - Gilberto Kassab, ministro da Ciência e Tecnologia


 

Governadores

1 - Renan Filho, governador de Alagoas
2 - Robinson Faria, governador do Rio Grande do Norte
3 - Tião Viana, governador do Estado do Acre


Senadores

1. Romero Jucá (PMDB-RR)
2. Aécio Neves (PSDB-MG)
3. Renan Calheiros (PMDB-AL)
4. Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
5. Paulo Rocha (PT-PA)
6. Humberto Costa (PT-PE)
7. Edison Lobão (PMDB-MA)
8. Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
9. Jorge Viana (PT-AC)
10. Lidice da Mata (PSB-BA)
11. Ciro Nogueira (PP-PI)
12. Dalírio Beber (PSDB-SC)
13. Ivo Cassol (PP-RO)
14. Lindbergh Farias (PT-RJ)
15. Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
16. Kátia Abreu (PMDB-TO)
17. Fernando Collor (PTC-AL)
18. José Serra (PSDB-SP)
19. Eduardo Braga (PMDB-AM)
20. Omar Aziz (PSD-AM)
21. Valdir Raupp (PMDB-RN)
22. Eunício Oliveira (PMDB-CE)
23. Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

24. Antonio Anastasia (PSDB-MG)


Deputados Federais

1 - Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara
2. Marco Maia (PT-RS)
3. Carlos Zarattini (PT-SP)
4. Paulinho da Força (SD-SP)
5. João Carlos Bacelar (PR-BA)
6. Milton Monti (PR-SP)
7. José Carlos Aleluia (DEM-BA)
8. Daniel Almeida (PCdoB-BA)
9. Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
10. Nelson Pellegrino (PT-BA)
11. Jutahy Júnior (PSDB-BA)
12. Maria do Rosário (PT-RS)
13. Felipe Maia (DEM-RN)
14. Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
15. Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
16. Vicentinho (PT-SP)
17. Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)
18. Yeda Crusius (PSDB-RS)
19. Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
20. José Reinaldo (PSB-MA)
21. João Paulo Papa (PSDB-SP)
22. Vander Loubet (PT-MS)
23. Rodrigo Garcia (DEM-SP)
24. Cacá Leão (PP-BA)
25. Celso Russomano (PRB-SP)
26. Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
27. Pedro Paulo (PMDB-RJ)
28. Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
29. Paes Landim (PTB-PI)
30. Daniel Vilela (PMDB-GO)
31. Alfredo Nascimento (PR-AM)
32. Zeca Dirceu (PT-SP)
33. Betinho Gomes (PSDB-PE)
34. Zeca do PT (PT-MS)
35. Vicente Cândido (PT-SP)
36. Júlio Lopes (PP-RJ)
37. Fábio Faria (PSD-RN)
38. Heráclito Fortes (PSB-PI)
39. Beto Mansur (PRB-SP)
40. Antônio Brito (PSD-BA)
41. Décio Lima (PT-SC)
42. Arlindo Chinaglia (PT-SP)


*texto corrigido às 21h29. Inicialmente, os nomes dos senadores Eduardo Amorim, Maria do Carmo Alves, Garibaldi Alves Filho, Marta Suplicy e Agripino Maria constavam na lista de investigados. No entanto, após a divulgação, o Supremo corrigiu as informações e informou que os inquéritos foram remetidos para nova manifestação da PGR. O mesmo vale para o caso do ministro da Cultura, Roberto Freire.

FONTE: Agência Brasil

 

Garotinho e Rosinha são citados na delação da Odebrecht

 

  Arquivo / Ururau

Garotinho afirma que nem ele e nem Rosinha estão denunciados

 

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Justiça do Rio de Janeiro as citações ao ex-governador do estado Anthony Garotinho feitas por delatores da Odebrecht. Caberá à primeira instância da Justiça decidir se abre inquérito para investigar os fatos.

Fachin analisou 83 pedidos de abertura de inquérito enviados ao STF pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, conhecidos como a “lista do Janot”.

Ao analisar esses pedidos, o relator da Lava Jato autorizou a abertura de 76 inquéritos para investigar oito ministros do governo Michel Temer; 24 senadores; 39 deputados; e 3 governadores, entre eles, Luiz Fernando Pezão.

Ao prestar depoimentos nos acordos de delação premiada, os ex-executivos da empreiteira Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Júnior e Leandro de Andrade Azevedo afirmaram que Anthony Garotinho recebeu dinheiro de caixa dois da empresa para a campanha dele ao governo do estado em 2014.

Segundo Leandro Azevedo, Garotinho e a mulher dele, Rosinha, receberam R$ 9,5 milhões em três eleições.

O delator disse, ainda, que mantinha relação próxima ao ex-governador do Rio e que, por isso, tratava das negociações sem burocracia. “Presenciei, algumas vezes, Garotinho telefonando para os secretários da Fazenda do Município durante a gestão de Rosinha em Campos (...) e pedindo que tivéssemos preferência na regularização dos pagamentos em atraso”, diz trecho da delação.

Ainda de acordo com esses delatores, a mulher de Garotinho, Rosinha Garotinho, também recebeu recursos de caixa dois para as campanhas à Prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ) em 2008 e 2012.

À época em que o conteúdo da delação foi conhecido, o ex-governador do Rio de Janeiro se manifestou sobre o assunto no blog que mantém na internet. Garotinho afirmou na ocasião que sempre manteve com os diretores da Odebrecht relação amistosa e que gostaria que o delator Leandro Azevedo informasse o país, o banco e número da conta em que teria depositado dinheiro no nome dele ou de Rosinha.

Garotinho ressaltou ainda que nem ele e nem Rosinha tiveram qualquer pedido de inquérito pelo STJ ou STF. “O ministro Edson Fachin enviou uma citação aos nossos nomes ao Tribunal Regional Federal do Rio e antes de abrir qualquer providência vai avaliar se a fala tem consistência. Nesse momento nem eu e nem Rosinha estamos denunciados e nem sequer com pedido de abertura de inquérito. Não há nada e não tememos nada. Essa é a verdade”, disse. 

 Fonte: Globo.com/Ururau


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