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Operação Chequinho: ex-procurador da Câmara tentou subornar juiz, diz delegado da PF

POSTADO EM 20/09/2017 12:28:00 POR: VNOTÍCIA
Ex-procurador Felipe Klem é alvo de mandado de busca e apreensão (Foto: Roberto Joia/Secom)
Ex-procurador Felipe Klem é alvo de mandado de busca e apreensão (Foto: Roberto Joia/Secom)

 

A Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito que investigava a tentativa de suborno ao juiz Glaucenir Silva de Oliveira. Em coletiva à imprensa nesta quarta-feira (20/09), Paulo Cassiano Junior, delegado que presidiu o inquérito, informou que a proposta de suborno foi feita pelo ex-procurador da Câmara de Vereadores de Campos, o advogado Luiz Felipe Klem. Segundo o delegado, não há provas de que ele atuou a mando do ex-governador Anthony Garotinho.

 

A denúncia feita pelo juiz na época foi de que Garotinho e o filho dele Wladimir Matheus teriam oferecido R$ 1,5 milhão e R$ 5 milhões, por meio de terceiros, para influenciar o magistrado na Operação “Chequinho”. A tentativa era de evitar a prisão do ex-governador.

 

De acordo com Paulo Cassiano, foram decretadas pela Justiça várias medidas cautelares contra o advogado, como comparecer em juízo mensalmente perante ao cartório eleitoral para informar e justificar as atividades, proibição de manter contato com as testemunhas da ação penal, bem como as demais testemunhas das ações da “Chequinho”, proibição de se ausentar da comarca por mais de cinco dias sem autorização da justiça, proibição de acesso à Câmara Municipal e as dependências do Executivo e recolhimento domiciliar nos finais de semana, além da busca e apreensão domiciliar cumprida na manhã desta quarta-feira (20/09).

 

"O advogado não foi encontrado em casa, no bairro do Flamboyant, e deixamos um mandado de intimiação para que ele compareça na delegacia amanhã. A mãe dele nos atendeu e informou que o filho está ausente da cidade. Se até amanhã ele não comparecer, a Polícia Federal avaliará a necessidade de representar pela prisão contra o mesmo", disse.

 

PROPOSTA FEITA A DOIS EMPRESÁRIOS

 

O delegado esclareceu que o ex-procurador levou a proposta a dois empresários, amigos pessoais do magistrado, em circunstâncias,, tempo e local distintos. “Os nomes dos empresários não serão divulgados por questões de segurança. A proposta de fato existiu e as versões apresentadas pelos empresários foram coerentes entre si. Nós não temos duvidas do envolvimento do advogado”, comentou.

 

Cassiano informou que para um empresário a proposta foi de R$ 1,5 milhão e para outro, R$ 5 milhões. “A proposta de suborno objetivava neutralizar uma decisão do juiz que efetivamente ocorreu. Na época, Glaucenir assumiu a 100ª Zona Eleitoral e, por ser conhecido na cidade por entendimento jurídico muito rigoroso e austero, infundiu o medo entre os investigados na Operação 'Chequinho'”, disse o delegado, cuja decisão do magistrado foi prender Garotinho em novembro do ano passado, no Rio de Janeiro.

 

INQUÉRITO CÉLERE

 

Segundo o delegado, o juiz foi chamado pelo presidente do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) para esclarecer a notícia de que ele teria sido vítima de corrupção. "O presidente do TRE-RJ então coloca o juiz em contato com a Produradoria Regional Eleitoral (PRE-RJ) e o juiz relata o fato. A Procuradoria encaminhou este procedimento para a Promotoria Eleitoral de Campos, dando início a uma investigação que, por sua vez, requisitou a PF a instauração do inquérito, que durou cerca de 40 dias", pontuou.

 

Atualizado às 11h59 - Em nota, a Prefeitura de Quissamã informou: "Ao tomar conhecimento das informações sobre as investigações, que não envolvem Quissamã, a Prefeitura optou pela exoneração do senhor Luiz Felippe Klem de Mattos do cargo de Procurador Geral do Município e aguarda o desdobramento das averiguações em curso".

 

Fonte: Site Ururau

 

 

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