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Caminhoneiros fazem manifestação contra preço dos combustíveis em 13 estados

Em Campos protestos seguem na BR-101. Temer convoca reunião de emergência. Nova alta nesta terça.

POSTADO EM 21/05/2018 16:06:00 POR: VNOTÍCIA
Em Campos movimento está concentrado no KM 75 da BR-101 (Foto: Verônica Nascimento)
Em Campos movimento está concentrado no KM 75 da BR-101 (Foto: Verônica Nascimento)

 

Os protestos de caminhoneiros contra o aumento do preço dos combustíveis já resultaram em interdições de rodovias federais em pelo menos 13 estados. Minas Gerais e Bahia são as unidades da federação com maior número de registros. As manifestações foram anunciadas na sexta-feira (18) pela Associação Brasileira de Caminhoneiros (ABCam) e pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA).

 

Em Campos, cerca de 250 caminhoneiros aderiram à paralisação, que acontece em todo o Brasil, após convocação da Associação Brasileira de Caminhoneiros (ABCam). O movimento, iniciado às 17h desse domingo (20), está concentrado no km 75 da BR 101 (Campos-Rio), com os caminhões estacionados no acostamento ou parados em postos de combustíveis próximos.

 

O Rio de Janeiro apresenta três pontos de interdição por conta dos protestos, no km 276 da BR-116, km 255 da BR393 e km 61 da BR-040.

 

De acordo com os caminhoneiros, a população apoia o movimento. "Roubam a Petrobras, e nós é que pagamos a conta? Estamos na luta para reduzir o valor do óleo, mas a briga é pelo Brasil todo, porque, da comida ao sapato, tudo que chega à casa da população é levado pelos caminhoneiros. Já recebemos aplausos de motoristas de carros de passeio, doação de água e quentinhas e não vamos parar até o governo apresentar uma proposta que melhore nossa situação", falou Márcio Machado, que, há mais de 20 anos, faz frete de tijolos, abacaxi, telhas e outros produtos pela BR 101, entre Rio e São Paulo.

 

Temer convoca reunião de emergência

 

O presidente Michel Temer convocou para hoje (21) uma reunião emergência para discutir a alta dos preços dos combustíveis. A reunião ocorre no momento em que os caminhoneiros deflagraram uma paralisação por tempo indeterminado e que bloqueia rodoviais em pelo menos dez estados. Os caminhoneiros se queixam do reajuste das tarifas do diesel.

 

A reunião, no Palácio do Planalto, está marcada para as 18h. Foram chamados para participar da conversa com o presidente os ministros Moreira Franco (Minas e Energia), Eduardo Guardia (Fazenda), Eliseu Padilha (Casa Civil), Esteves Colnago (Planejamento) e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.

 

Pela manhã, os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciaram a criação, na próxima quarta-feira (23), de uma comissão geral no Congresso que deverá acompanhar os desdobramento da política de reajuste de preços de combustíveis no país.

 

Em meio aos protestos, Petrobras anuncia novo aumento

 

Os preços do diesel e da gasolina voltam a subir nas refinarias a partir de amanhã (22). Segundo informações do site da Petrobras, a gasolina subirá 0,9% e o diesel 0,97%. Com a alta, o preço da gasolina passará a custar R$ 2,0867, enquanto o do óleo diesel sobe para R$ 2,3716.

 

Este é o 11º aumento do preço da gasolina nos últimos dezessete dias. A exceção ocorreu entre os dias 12 e 15 deste mês, quando a estatal interrompeu a sequência de altas ao manter o preço da gasolina em R$ 1,9330, e entre os dias 19 e 21 quando os preços passaram para R$ 2,0680. Ao longo do mês de maio, o preço da gasolina subiu 16,07%.

  

O produto iniciou o mês custando R$ 2,0877 na porta das refinarias, sem a incidência de impostos, e passará a valer a partir da meia-noite de hoje R$ 2,0867, contra os R$ 2,0680 que vigora desde o último aumento, no sábado passado (19).

 

Já o óleo diesel, que aumentará 0,97%, acumula alta de 12,3% desde o dia 1º de maio. Com o último aumento, o preço do produto passará de R$ 2,3488 – preço que passou a valer também no último sábado – para R$ 2,3716. É o sétimo aumento consecutivo do produto.

 

A Petrobras rebate as críticas às altas constantes dos derivados a atribui as elevações de preços às oscilações do preço do barril do petróleo no mercado externo. Segundo a estatal, “os combustíveis derivados de petróleo são commodities e têm seus preços atrelados aos mercados internacionais, cujas cotações variam diariamente, para cima e para baixo”.

 

Segundo a companhia, a variação dos preços nas refinarias e terminais é importante para que a empresa possa competir de forma eficiente no mercado brasileiro.

 

Governo ainda estuda redução de impostos sobre combustíveis

 

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse hoje (21) que o governo examina a redução de tributos incidentes sobre os combustíveis, mas não tem ainda nenhuma decisão sobre o assunto. Em teleconferência com a imprensa estrangeira, Guardia afirmou que medidas para reduzir as alterações constantes nos preços estão sendo discutidas, mas destacou que o governo não tem neste momento “flexibilidade fiscal”. “Estamos no meio de um processo de consolidação fiscal e temos que ser muito cuidados em relação à receita fiscal”, disse.

 

Da Redação com informações da Agência Brasil e da Folha da Manhã

 

 

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