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VÍDEO: Fogo consome área de brejo na Estação Ecológica de Guaxindiba

Guarda-parques trabalham no combate ao incêndio, que dura desde a noite desta quinta-feira

POSTADO EM 23/08/2019 09:42:00 POR: VNOTÍCIA

 

 

Uma grande área de brejo na Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba foi atingida por um incêndi que dura desde a noite desta quinta-feira, 23. Ainda não foi divulgado o tamanho da área que já foi consumida pelo fogo.


A equipe da Estação Ecológioca, composta por guarda-parques, está nesse momento realizando o combate às chamas. Uma equipe do Corpo de Bombeiros chegou ao município às 9h30 da manhã desta sexta-feira para ajudar a conter o fogo.

 

O cenário conforme as imagens é de destruição e estaria fora de controle. A preocupação é as chamas chegarem à floresta onde estão plantadas árvores como a peroba, o araçá, braúnas e óleo vermelho.

 

Informações sobre a Estação Ecológica de Guaxindiba

 

Segundo o site do INEA a Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba foi criada através do decreto 32 576 de 30 de dezembro de 2002, e situa-se na porção Nordeste do Estado do Rio de Janeiro, no município de São Francisco de Itabapoana, sendo de posse e domínio público, e, tendo como objetivos a preservação da natureza e a realização de pesquisas cientificas, não sendo permitida a visitação pública, exceto quando com propósitos educacionais.

 

Suas terras e matas estão localizadas nos domínios da Fazenda São Pedro de Alcântara. É também conhecida no município, comunidades de entorno, e, nacionalmente, como Mata do Carvão, devido à grande quantidade de fornos de carvão que no seu interior existiam. Na década de 60 possuía mais de seis mil hectares de mata, na década de 80, já havia sido reduzida para aproximadamente três mil hectares. Possui vegetação nativa característica da Mata Atlântica, classificando-se com Floresta Estacional Semidecidual de terras baixas, sendo a cobertura vegetal mais expressiva e importante da região.

 

Sua principal característica é ser o maior e último remanescente de topografia plana e de grande extensão, recebendo a denominação de mata sobre tabuleiro terciário, por situar-se em área de planície ou tabuleiro do bioma costeiro da região Nordeste Fluminense do Estado do Rio de Janeiro.

 

Apresenta pouca vegetação herbácea, ocorrência de espécies epífitas e espécies raras e típicas de mata de tabuleiro, como a Paratecoma, peroba e a existência de animais raros na região, com o diplópodo Rhinocricus padbergi (do mesmo gênero do gongolo), que só ocorre no local. Na unidade, encontram-se exemplares arbóreos de madeira de alto valor econômico como a peroba, o araçá, braúnas e óleo vermelho.

 

É internacionalmente conhecida como patrimônio da humanidade pelo programa “Homem e Biosfera” da UNESCO, estando caracterizada como Zona Núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

 

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