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Hospital de Campanha de Campos não vai adiante

Estado do Rio quer desmobilizar hospitais de campanha esta semana

POSTADO EM 27/07/2020 17:43:00 POR: VNOTÍCIA

As obras dos hospitais de Casimiro de Abreu e de Campos dos Goytacazes não vão adiante, como foi anunciado no dia 1º de julho pelo secretário de Saúde, Alex Bousquet.

 

Os hospitais de campanha de Nova Friburgo, de Nova Iguaçu e de Duque de Caxias devem ser desmobilizados e o anúncio pode ser feito ainda esta semana. Também, os hospitais de campanha do Maracanã e de São Gonçalo devem ser desmobilizados.

 

 

 

A informação é do secretário de estado de Saúde do Rio de Janeiro, Alex Bousquet, que participou nesta segunda-feira  (27) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), de audiência conjunta das comissões de Fiscalização dos Gastos na Saúde Pública Durante o Combate do Coronavírus e de Saúde.

 

O assunto está sendo analisado pelas secretarias de Saúde e Extraordinária de Ações Governamentais Integradas da Covid-19.

 

 

Segundo o secretário, na época da decisão pela construção dos hospitais de campanha o planejamento indicava a necessidade do estado ter cerca de 5 mil leitos dedicados aos pacientes infectados pelo novo coronavírus, o que foi se alterando conforme o desenvolvimento da pandemia no estado.

 

Bousquet admitiu que houve erros, mas era o cenário que havia naquele momento. Agora, a pasta está fazendo um levantamento dos custos e análise dos contratos para ver quem é responsável pela dívida causada por essas unidades.

 

A presidente das comissões, Martha Rocha (PDT/RJ), mencionou que o planejamento inicial para o combate à pandemia no estado só indicava a construção de hospitais de campanha como última alternativa depois de esgotadas a ativação e a ampliação de leitos em unidades de saúde já existentes.

 

 

 

A IABAS tem contrato com o governo do estado para a construção de cinco dos sete hospitais de campanha do estado. O valor inicial do contrato da IABAS era de R$ 835 milhões depois reduzido para R$ 770 milhões. Segundo o secretário Alex Bousquet, foram repassados R$ 256 milhões à OS.

 

A deputada enfermeira Rejane (PC do B/RJ) quis saber como fica a situação dos contratados do hospital que estão com salários atrasados. O secretário disse que o que ocorreu antes do termo de compromisso com a prefeitura cabe à IABAS cumprir. Bousquet, acrescentou, no entanto, que a secretaria busca na justiça uma forma de fazer pagamento direto nas contas dos profissionais de saúde para que os recursos não sejam recebidos pela OS.

 

 

Mar de lama

 

Sobre a declaração do seu antecessor no cargo de secretário de Saúde, Fernando Ferry, de que havia um mar de lama na pasta, Alex Busquet afirmou que o ex-secretário não explicou o que queria dizer com esta expressão, mas reconheceu que encontrou muita desorganização administrativa ao assumir o cargo no último dia 22 de junho. “Não sei se ele quis se referir a desorganização administrativa conceituando como mar de lama. Acho que o próprio devia explicar isso melhor.

 

 

Contrato

O relator Renan Ferreirinha questionou sobre o motivo de a secretaria ter renovado o contrato de R$ 14 milhões com a OS de saúde Instituto dos Lagos Rio, mesmo após denúncias de irregularidades. O parlamentar destacou que um mês antes da continuidade do contrato, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção, cumpriu sete mandados de prisão e 14 de busca e apreensão contra 12 denunciados da OS, por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro com acusação de desvio de mais de R$ 9 milhões em recursos do estado.

 

O secretário afirmou que as acusações e informações do MP são graves, devem ser investigadas e os culpados punidos com o rigor da lei, mas ponderou que não se trata de uma renovação do contrato, mas de uma contratação emergencial. Bousquet disse que não havia legalmente nada que impedisse a secretaria de fazer um emergencial e que a OS, gestora de Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e hospitalares do Rio, ainda não está desqualificada.

 

 

Jogos de futebol

O secretário afirmou também que ainda não há decisão do governo do estado de liberar o público para partidas de futebol. Para Bousquet, nesse tema, existe dificuldade de comunicação entre as três esferas de governo, mas ele entende que o estado é o norteador para uma tomada de decisão, especialmente, agora, que a pandemia tem características locais.

 

“Cada município funciona de uma forma e cada semana é diferente. Ainda não liberamos pelo estado a presença de público em estádios de futebol. Pensamos a cada 15 dias essa orientação quanto a liberação ou não das atividades. Ela é baseada nas cores de bandeiras. Passamos isso aos municípios, que é importante estar atentos às bandeiras, porque isso faz parte do nosso planejamento e na retaguarda que daremos aos municípios”, concluiu.

 

Edição: Aline Leal

Fonte Agência Brasil

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